COPAVERSO

Metodologia: como esses elencos são levantados

Todo número publicado no almanaque do Copaverso vem de um levantamento manual, jogador por jogador, temporada por temporada. Esta página explica exatamente como isso é feito — e o que fazemos quando o dado não existe.

A regra que vem antes de todas

Nada é inventado. Um jogador só entra num elenco depois de ser confirmado naquele clube naquela temporada, em fonte consultável. Quando não é possível confirmar, ele fica de fora — e a ausência é declarada. Por isso alguns elencos antigos têm 12 ou 14 nomes em vez de 25: preferimos um elenco menor e verdadeiro a um elenco cheio e aproximado.

Cada clube publicado traz, no fim da sua seção, uma nota de cobertura: quantos jogadores foram confirmados, a partir de quê, e o que ficou de fora de propósito. É a parte mais importante da página, porque é ela que diz onde o dado termina.

De onde vêm os dados

As fontes variam conforme a época, porque a documentação do futebol brasileiro varia muito ao longo do tempo:

Cada jogador publicado carrega, na sua linha, a fonte que o sustenta. Se você discordar de um número, dá para ir direto à origem e conferir.

Como o nível de cada jogador é definido

Este é o ponto em que o levantamento se diferencia de uma tabela comum. O nível não representa a carreira do jogador: representa o que ele era naquele ano. O mesmo nome aparece com números diferentes em edições diferentes, conforme idade, papel no time e forma na temporada.

Um exemplo do próprio acervo: um goleiro que aparece com 66 numa edição do fim dos anos 1980 reaparece com 60 dois anos depois e com 62 no ano seguinte — não porque a avaliação mudou de critério, mas porque o jogador mudou. É exatamente essa variação que faz uma Copa do Brasil de 1993 não se parecer com a de 2010 dentro do simulador.

A escala usada é a mesma em todos os anos e competições:

Mesmo um campeão mantém uma cauda de jogadores nos 50 e 60 — um elenco real não é uniformemente forte, e achatar isso tiraria justamente o que dá textura à simulação.

Erros encontrados no caminho

Conferir fonte por fonte expõe divergências, e elas são corrigidas e registradas em vez de silenciadas. Ao longo do levantamento já foram encontrados rótulos de mandante/visitante trocados em tabelas de finais, um jogador listado numa posição que nunca foi a dele, elencos de dois clubes misturados numa mesma decisão e, em um caso, um plantel arquivado sob o ano errado — descoberto ao cruzar com uma segunda fonte e reescrito.

Quando duas fontes discordam, a decisão fica com a que registra o jogo em si (escalação, súmula, relato da partida), e o critério usado fica anotado.

O que já está publicado

Até aqui: 10717 jogadores levantados em 36 edições da Copa do Brasil, com 8091 justificativas individuais escritas e referenciadas. A cobertura continua crescendo — cada edição nova só entra na lista depois de passar por esse mesmo processo.

O acervo existe para servir ao Copaverso, um simulador gratuito no navegador em que você reescreve as finais dessas competições. Mas ele vale por si: é um registro consultável de quem realmente vestiu cada camisa, em cada ano, com a fonte ao lado.

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